04 abril, 2012

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“... a verdadeira cura, a transformação do mal em bem, 
dependerá da capacidade da verdadeira arte
de fornecer às almas e corações humanos 
um caminho espiritual.”   Rudolf Steiner



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"Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, 
os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo" Paulo Freire


02 abril, 2012

[:] Brincadeira: a linguagem da infância (Revista E)


Quando se pensa no universo infantil, brincar é coisa séria. É por meio de jogos, fantasias e, sobretudo, da criatividade que as crianças se relacionam entre si e com o mundo. Além do caráter lúdico, essas atividades estimulam o divertimento e o aprendizado dos pequenos.

Em artigos inéditos, as educadoras Adriana Friedmann e Santa Marli Pires dos Santos debatem a importância do brincar e analisam como cantigas e brinquedos tradicionais, que carregam a cultura brasileira em suas raízes, incentivam o desenvolvimento da criançada.

Brincar na infância: berço das naturezas, linguagens e culturas das crianças

por Adriana Friedmann

O brincar, singular e único de cada criança, de cada brincadeira, de cada jogo e em cada grupo, diz, de forma não verbal, sobre os seres humanos, movimentando-se, penetrando diferentes culturas.
O brincar constitui necessidade vital das crianças e oferece oportunidade de elas se expressarem espontaneamente a partir dos seus potenciais individuais.

O homem sempre brincou, nas diversas regiões, povos e culturas do mundo, atravessando tempos históricos. Porém, formas, espaços, tempos, objetos de brincar e os próprios brincantes foram se transformando. Por mais de 7 mil anos, nas sociedades rurais, até o final do século 18, o brincar constituía uma atividade comum a adultos e crianças: brincava-se nas ruas, praças, feiras, rios, praias, campos etc.

Com o advento da sociedade industrial, no final do século 18, início do século 19, a atividade lúdica torna-se segmentada – passa a fazer parte especificamente da vida das crianças –; torna-se pedagógica, entrando na escola com objetivos educacionais. Esses fenômenos, acompanhados do surgimento do brinquedo industrializado, da institucionalização das crianças, de um movimento da mulher para o mercado de trabalho, aliados à falta de espaço e segurança nas ruas das grandes cidades, transformam o brincar em uma atividade mais solitária e que acontece em função do apelo ao consumo de brinquedos.

No século 21, na sociedade pós-moderna – que se caracteriza pela produção de serviços, informática, estética, símbolos e valores –, o brincar torna-se multicultural, constituindo-se em variedade de linguagens e espelho dos diversos contextos socioculturais, que dizem das vidas – particulares e universais, singulares e diversas – de cada criança e grupo infantil.

O brincar – linguagem expressiva da natureza e da cultura.
O brincar é linguagem essencial das crianças, sendo entendida como um meio através do qual os seres humanos tentam comunicar-se, expressar-se, convidando-nos a olhar através dela, além dela.

Compostas por regras gramaticais muito diferentes das de uma língua falada universalmente, as brincadeiras – as narrativas lúdicas – têm seus “textos com parágrafos, frases e vocabulário próprios”. Embora cada narrativa lúdica seja única, para todas existem: rituais, “religiosamente” respeitados – como se brinca, onde, com quem; tempos próprios que independem de espaços ou de tempos externos ou da “autorização” dos adultos; segredos – raramente revelados; regras, gestos, olhares, trapaças; concentração, muitas vezes tão profunda que as crianças esquecem o mundo à sua volta; consequências a partir das ações e reações dos brincantes; papéis assumidos individualmente, por cada brincante, que mudam as tramas de cada brincadeira, que transformam os participantes.

Cada situação de brincar vai revelar temperamentos, possibilidades e potenciais dos que dela participam. Há uma regra, uma ética moral que pode estreitar relacionamentos, abrir canais de comunicação ou romper laços.
No ato de brincar, elementos naturais incorporam-se para criar uma linguagem única e, ao mesmo tempo, universal, desafio próprio de cada brincante.

O gesto das mãozinhas rápidas das crianças manipulando um brinquedo, olhares atentos, cuidado com o tesouro das suas pedrinhas, do carrinho construído com sucatas constituem marcas que são incorporadas a uma linguagem própria corporal, a uma atitude com relação ao outro, à construção de uma autoestima essencial para a vida. Inconscientemente, esses gestos, posturas e movimentos repetem-se na vida de cada um de nós, em inúmeras atitudes ante tantas situações do nosso cotidiano. Nas brincadeiras inicia-se uma das possíveis origens de construção do ser humano: suas linguagens.

No brincar há sempre uma história sendo contada que fala das raízes, das origens e dos movimentos dos seres humanos: crianças têm suas histórias retratadas nas suas culturas, pela presença e importância do ato de brincar.
A cultura infantil é um tecido de fios diversos: da cultura da família da mãe, da cultura da família do pai, da cultura criada pela criança a partir da sua natureza, da cultura da escola, da cultura dos seus grupos.

Cada ser humano “carrega” uma cultura que irá misturar-se com as outras: cada um “herda”, reproduz, adentra e incorpora elementos das diversas culturas. Ocorre na infância um processo de produção cultural e de reprodução cultural: um sistema simbólico acionado pelos atores sociais a cada momento, para dar sentido às suas experiências, o que faz com que as pessoas possam viver em sociedade, compartilhando sentidos formados a partir de um mesmo sistema simbólico. A cultura está sempre em transformação e mudança.

O contexto cultural é esse sistema simbólico, imprescindível para entender o lugar das crianças. Além da herança cultural recebida, as crianças são tanto atrizes sociais quanto produtoras de cultura – não só produzidas pelas culturas.

Brincadeiras e jogos – chaves para o desenvolvimento integral e potenciais aprendizagens das crianças
Brincadeiras e jogos trazem à tona valores essenciais dos seres humanos; dão lugar a uma forma de comunicação entre iguais e entre as várias gerações; são instrumentos para o desenvolvimento e pontes para diversas aprendizagens; possibilidades de resgate do patrimônio lúdico-cultural nos diferentes contextos socioeconômicos.

Brincadeiras e jogos constituem desafio deste novo século no uso do tempo livre; são sementes de possibilidades criativas, instrumentos de inserção em uma sociedade marcada pelo preconceito e pela competição exacerbada; são possibilidades de liderar e ser conduzido, de falar e de ouvir. Brincadeiras podem favorecer a cura psíquica e física e traçar caminhos de conhecimento e descoberta de potenciais, incentivando a autonomia, a livre escolha e a tomada de decisões.

Embora sejam fontes de prazer, propõem inúmeras situações de conflito. Brincadeiras e jogos introduzem a competição ou o desafio da convivência e do trabalho solidário em equipe, em uma postura mais cooperativa, mais humanizada e mais atenta à natureza.

Brincadeiras tradicionais e populares. No universo do brincar existem antiquíssimos rituais que fazem parte da história da humanidade: as brincadeiras, ao mesmo tempo em que são da natureza do ser humano, são reconstruídas em cada grupo infantil.

São fenômenos arquetípicos, culturais, de transmissão oral e intrageracional. Brincadeiras e jogos são universais, mas, no instante da vida de uma criança, naquele parêntese, esse brincar é único porque é jogado por aquelas crianças, em um dado contexto, em um tempo e um espaço específicos.

Esse é o caso da brincadeira das “Cinco Marias”, também conhecida como Jogo dos Saquinhos, Cinco Pedrinhas, Jacks, Jogo dos Ossinhos, entre tantos outros nomes, brincada desde a Antiguidade com diversos materiais em todas as regiões do mundo. Como todas as brincadeiras tradicionais, possui um simbolismo na sua origem: seus materiais eram usados para predizer o futuro e são considerados os ancestrais dos dados.

Brincadeira transmitida de forma oral, constitui um desafio à coordenação, à atenção, uma troca não verbal dentro de um círculo sagrado de uma, duas ou mais crianças, desafiadas, pelo espaço, pelos materiais, pelas suas habilidades. As crianças adentram outro tempo, outro universo – o delas – ao mergulharem nessa brincadeira e em tantas outras: sem sabê-lo, estabelecem conexões céu-terra, espírito-matéria.

E revelam, a cada jogada, suas autorias, imprimindo suas marcas, com seus gestos próprios. A mais singela brincadeira tradicional constitui-se em um espaço de trocas, convivência, vivências, oferecendo possibilidades de apreender o mundo, os objetos e as pessoas que dele fazem parte. É brincando que as crianças se desenvolvem de forma completa, integrando seus corpos, gestos, movimentos, suas linguagens (verbais e não verbais), suas atitudes e comportamentos, suas emoções, sua cognição, sua sociabilidade, seus valores e suas criatividades.

Repertórios brincantes. A partir dos anos de 1970 no mundo, e dos de 1980 no Brasil, um crescente movimento em prol do resgate do brincar tem trazido a importância desse fenômeno à tona, nas práticas cotidianas das vidas infantis e através de estudos, pesquisas e publicações. Nestas, tem sido apontada a importância de olhar e conhecer os repertórios regionais, revelados em coletâneas de brincadeiras, jogos e brinquedos, espelhos de valores e culturas dos diversos grupos infantis.

Nosso país tem uma riqueza infindável do Norte ao Sul, determinando culturas lúdicas heterogêneas, diversas e comuns, pela influência das culturas europeias, africanas e indígenas e, mais recentemente, americanas e orientais. Assim como o tombamento de muitos monumentos materializa a história, o brincar constitui-se em um patrimônio lúdico da humanidade e, no nosso caso, da brasilidade: o conjunto de brincadeiras locais revela a linguagem cultural de cada grupo e região1.

As crianças têm se apropriado de uma liberdade para criar os próprios repertórios brincantes, vocabulário e brincadeiras que mostram traços de sua multiculturalidade. Nesta, as crianças incorporam elementos das culturas, línguas, da mídia, elementos de mistério, objetos e personagens da sua imaginação ou do seu cotidiano, heróis, animais, costumes, ações, sexualidade, medos, desejos etc.

Brincadeiras como pipa, pião, peteca, amarelinha, bolinha de gude, cantigas de roda, faz de conta, entre outras, são hoje enriquecidas com as linguagens e imagens que fazem parte do cotidiano, da mídia, da cultura, com a agilidade de um mundo “líquido” em permanente transformação: mudam os nomes das brincadeiras, varia o vocabulário, surgem inúmeras possibilidades de tempos, espaços e objetos, mas a essência, a origem e a estrutura dessas brincadeiras permanecem, convidando permanentemente a um diálogo e estímulo à ludicidade e à criatividade.

Oferecer oportunidades de as crianças terem contato com a natureza, com espaços variados, com diversos materiais e repertórios lúdicos, ou de construírem seus próprios brinquedos, é uma forma de contribuir para sua saúde e integridade mental, física e emocional: são processos, vivências e aprendizados permanentes. Nessas “brechas lúdicas” mora o germe do processo criativo do ser humano, possibilidades de ele se expressar, possibilidades de gestar vidas mais dignas e significativas.

Adriana Friedmann é educadora e doutora em Antropologia. Criadora e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID). Autora de O Brincar no Cotidiano da Criança (Moderna Editora, 2006) e O Desenvolvimento da Criança através do Brincar (Moderna Editora, 2006), entre outros


Criança e Brinquedo

por Santa Marli Pires dos Santos

As atividades lúdicas representadas pelos jogos, brinquedos, brincadeiras e dinâmicas são manifestações presentes no cotidiano das pessoas e, portanto, na sociedade desde o início da humanidade. Para a criança, nada é mais importante que a brincadeira e seus brinquedos, pois eles lhe possibilitam a exploração do mundo. É na infância que prevalece o encanto da fantasia, do faz de conta, do sonhar e do descobrir.

É quando se manifestam os processos de descoberta, curiosidade e emoção, que são as bases para a construção da personalidade. Cabe aos pais e educadores a grande tarefa de estimular esses processos através dos jogos, brinquedos, brincadeiras e dinâmicas.

O brincar infantil é uma forma de linguagem, são sistemas simbólicos que comunicam significados. A criança brinca antes de falar e essa forma de linguagem permite a ela dizer o que quer, o que gosta e o que sente. Nesse sentido, o brincar transforma-se em pré-requisito da linguagem falada e escrita. É a utilização do lúdico que permite à criança realizar gestos representativos, importantes no desenvolvimento da escrita.

Dessa forma, todo jogo serve como verdadeiro estímulo que define e enriquece seu desenvolvimento e aprendizagem. O ato de brincar facilita a aprendizagem, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita o processo de socialização, de comunicação, de expressão e de construção do conhecimento.

A ludicidade é uma necessidade da criança, e para que ela se desenvolva integralmente precisa brincar livremente. Entretanto, isso não significa dizer que o brincar não precisa ser planejado, acompanhado e observado, pois essa liberdade é única e exclusivamente da criança, e, por conseguinte, não dos adultos, sejam eles pais ou educadores.

Brinquedos e brincadeiras tradicionais. As brincadeiras tradicionais (antigas) têm a função de preservar a cultura, desenvolver formas de convivência social, permitir o prazer de brincar e construir conhecimento. Desde que a criança nasce, ela vive num mundo social rico em elementos culturais. Brincando com tais elementos, ela é capaz de apropriar-se da cultura, decodificar seus símbolos e aprender com ela.

A cultura lúdica expressa nas formas de brincar, juntamente com linguagem, usos, costumes, crenças, alimentação e modos de produção, contribui grandemente para a construção dos valores de uma sociedade. São todos, também, produtos que registram cada contexto cultural da evolução dos povos. Os jogos tradicionais, por serem elementos do folclore, assumem características de anonimato, transmissão oral e universalidade e se constituem em peças fundamentais de preservação da cultura. Em vista disso, são preservados através dos tempos e transmitidos de uma geração para outra pela via oral.

Ao observar em detalhe os jogos e brincadeiras das crianças de hoje em comparação aos jogos infantis do passado, constata-se que existem, obviamente, grandes diferenças. A televisão e a tecnologia dos brinquedos modernos mudaram, sem dúvida, a brincadeira infantil. Com isso, há uma sensível diminuição do uso das brincadeiras tradicionais entre pais e crianças, causada, principalmente, pelas mudanças sociais que fizeram a família adquirir novos hábitos, diminuindo o tempo de permanência com os filhos, levando-os ao uso excessivo dos meios de comunicação como TV e internet.

A criança brinca com os jogos de seu tempo, portanto, com aqueles que estão disponíveis. Por isso é importante que se faça o resgate dos jogos tradicionais para que eles voltem ao convívio da família e da educação escolar.
O resgate, a preservação e a difusão dos jogos e brinquedos antigos deverão ser feitos com novos olhares, novas práticas e novos significados, não apenas como simples elementos da cultura, mas transformando-se numa ferramenta de educação e aprendizagem.

As mnemônicas, adivinhações (enigmas), provérbios, trava-línguas, versinhos, bem como as pipas, piões, Cinco Marias, bilboquês... quando (re)significados se constituem em desafios à inteligência, raciocínio lógico, imaginação, criatividade, solução de problemas e são excelentes recursos para fazer pensar, auxiliando na construção do conhecimento.

Os brinquedos antigos, chamados tradicionais, são memórias que marcam a vida das pessoas, mas podem ser também presentes, basta que os pais e educadores possibilitem às crianças unir passado e presente, preparando-as, assim, para um futuro mais feliz.

O brinquedo artesanal. O brinquedo é um facilitador das atividades lúdicas e não a meta principal de uma brincadeira, mas é comum dar a ele poderes mágicos que, na realidade, ele não tem.  O brinquedo é apenas um objeto (real ou virtual) que ganha magia nas mãos da criança. Pode ser um objeto tosco ou rústico como pode ser um produto bastante elaborado.

O brinquedo artesanal sempre se fez presente na sociedade, sendo caracterizado pelo meio cultural onde é produzido. É feito por mãos humanas, o que, de certa forma, lhe dá um valor insubstituível, pois também proporciona momentos de alegria e satisfação para a pessoa que cria. Sendo assim, sempre terá espaço importante na formação social das pessoas.

A base do brinquedo artesanal, geralmente, é a sucata. Para um uso eficiente e seguro ela deve ser limpa, organizada e classificada por tipo de material. Quando a sucata se apresenta desorganizada, com materiais diversos misturados e sem um cuidado adequado, é vista como lixo. Além de não ser educativo trabalhar nessas condições, pode apresentar problemas para a saúde. A Sucatoteca é uma boa forma de organização do material descartável e representa um suporte para a confecção dos jogos artesanais.

Um bom brinquedo feito artesanalmente deve ser ecologicamente correto: utilizar a reciclagem de produtos para ajudar na preservação da natureza; visualmente atraente: ter uma visão de estética, usar uma boa combinação de formas, texturas, cores e buscar um refinamento da técnica; durável: conservar os brinquedos construídos em embalagens próprias, fazer um acabamento com plástico adesivo para permitir maior durabilidade; e de baixo custo: trabalhar evitando o desperdício.

O brincar distrai o tédio, age como descarga ativa e é agente do processo social. Com ele, a criança constrói suas relações com o meio em que vive e também descobre a si mesma. É a maneira que ela tem para interpretar e assimilar o mundo, os objetos, a cultura, as relações sociais e o afeto das pessoas e, sem dúvida, é entrar numa cultura particular com todo seu peso histórico.

Santa Marli Pires dos Santos é educadora e professora aposentada da Universidade Federal de Santa Maria. Consultora e assessora de universidades, escolas e secretarias de Educação. Autora de Brincar na Escola – Metodologia Lúdico-Vivencial (Vozes, 2010) e Brinquedo e Infância (Vozes, 2003)


28 março, 2012

[:] Acesso, acessibilidade e educação - a ação educativa e a cultura de acessibilidade


com: Valquíria Prates (educadora, escritora e curadora)

Os encontros pretendem abordar aspectos filosóficos da noção geral de "cultura de acessibilidade" e seus desdobramentos em diferentes esferas, a partir da abordagem de conceitos, projetos e ideias articuladas por artistas, escritores, educadores, professores e pensadores contemporâneos.

(30 vagas) - Público: professores de todos os níveis de ensino formal e informal e interessados na temática - inscrições: de 22/3 a 6/4, preencher ficha de inscrição disponível nesta página a partir do dia 22/3 e enviar por e-mail para professornocentro.ccsp@gmail.com - seleção: por ordem de recebimento da ficha de inscrição.

A lista dos selecionados estará disponível nesta página a partir do dia 9/4 - período dos encontros: dias 11 e 18/4, quartas, das 19h às 22h - Sala de Debates - informações: Divisão de Ação Cultural e Educativa - tel. 3397-4036

Informações: http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cursoseoficinas.asp#professor

19 fevereiro, 2012

[:] Oficina: Para que serve a utopia? Corpo e emoção construindo novas realidades


Inscrições abertas a partir do dia 28/2, no Centro Cultural São Paulo.

Que inquietude é essa que nos faz querer reformar, reorganizar, renovar as coisas da nossa vida? A necessidade de mudar é constitutiva do ser humano saudável, que está vivendo em interação dinâmica com o seu mundo. Já nos disse Eduardo Galeano, "que a utopia serve para isso: para que nós não deixemos de caminhar". A utopia nos pede ação. Corporalidade. A emoção impulsiona e sustenta todas as nossas ações e tosa a cognição. E as ações são realizadas pelo corpo, que é o centro absoluto de toda a aprendizagem. A proposta desses encontros é mobilizar corpo e emoção, para potencializar nossa aptidão para gerar utopias, concretizar ideais e dialogar com um novo princípio de realidade.

(30 vagas) - Público: professores de todos os níveis de ensino formal e informal e interessados na temática. Inscrições: de 28/2 a 7/3, preencher ficha de inscrição disponível nesta página a partir do dia 28/2 e enviar  
e-mail para professornocentro.ccsp@gmail.com - seleção: por ordem de recebimento da ficha de inscrição. A lista dos selecionados estará disponível nesta página a partir do dia 9/3 - período do workshop: dias 14 e 21/3, quartas, das 19h às 22h - Sala de Debates - informações: Divisão de Ação Cultural e Educativa - tel. 3397-4036

Mais informações e ficha de inscrição: http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cursoseoficinas.asp

Projeto Professor no Centro
http://www.ccsplab.org/educativo/index.php?option=com_content&view=article&id=67&Itemid=73