20 julho, 2015

[:] AUTOCONHECIMENTO COMEÇA NA ESCOLA

Muitos vão dizer que tal proposta é impossível ou distante da realidade. Mas insisto que não. A criança é muito mais receptiva do que imaginam os adultos. A questão é a maneira de propor as coisas, que não pode ser de qualquer jeito, principalmente em sala de aula. Crianças respondem muito melhor e positivamente a convites do que a ordem. É preciso saber falar. E como em todo processo de comunicação é preciso saber e entender a língua do outro, no caso a linguagem da criança. Não é tarefa fácil, porém não é nada impossível.


Que soluções podem enriquecer nosso sistema educacional para ajudar nossas crianças? 
por Sri Prem Baba


26 maio, 2015

[:] ECONTRO DE EDUCADORES DO PROJETO POPULAR

Sobre fortalecimentos e inspirações.

Participar do encontro com os Educadores (as) do Projeto Popular, foi muito intenso e inspirador. Um encontro de angústias, ideias e esperanças. Reflexões e conjunturas sobre o atual estado da nossa educação pública e a greve. Diálogos entrelaçados por sonhos e alianças, simbolizando e esperançando alternativas, caminhos, percursos.

É muito bom olhar para o lado e não se ver só, pois a caminhada é árdua, dura e longa. Queremos mudanças verdadeiras, concretas, que realmente reorganize a injusta geografia das coisas, para tal objetivo precisamos de organização e união. E foi justamente o senso de coletividade, que mais me chamou a atenção no grupo desde o início. A coletividade proporciona a sensação de segurança, que por sua vez é uma base forjadora de coragem, tão necessária nesse momento.

Acredito muito na vibração das pessoas, cada um vibra de um jeito. Algumas vibrações se encontram, outras não. Tal como as cores, algumas pessoas no provocam emoções positivas e outras negativas. Vejo que nesse nosso encontro de sábado houve uma total sintonia e harmonia entre ritmos e coloridos.  Vibramos juntos, combinando estratégias e alinhando posturas para alcançarmos alguns objetivos em comum. Dentre eles, uma educação pública de qualidade que empodere o cidadão, a cidadã e atenda as demandas de cada grupo social cruelmente excluído pela sociedade capitalista.

É difícil encontrar palavras para descrever tamanho contentamento e felicidade que senti nessa tarde de sábado. Talvez poderia resumir tudo em apenas uma: gratidão!

Com muito xêru!
Inté e Axé!

Karina Guedes



16 abril, 2015

[:] Porque os professores de São Paulo estão em greve há 32 dias?

A pauta de reivindicações é extensa e angustiante. É importante ressaltar que os professores pedem não apenas reajuste salarial, mas também melhores condições de trabalho, o que implica em melhores condições de estudo para os estudantes. Por exemplo, ao pedir que sejam matriculados apenas 25 alunos por sala, uma vez que é impossível desenvolver qualquer trabalho significativo nas atuais turmas de 45-50, quem se beneficia é principalmente o estudante. Pois, terá aulas com mais qualidade e um melhor aproveitamento de estudos. E é esse o ponto mais importante a ser observado, toda a luta do professor é para que ele simplesmente consiga trabalhar, consiga lecionar e cumprir o seu papel de agente transformador da sociedade. Talvez isso incomode tanto, né? Porque nosso trabalho é ajudar o jovem a desenvolver o pensamento e construir conhecimentos. A quem interessa uma juventude pensante?

Sim, é verdade que a remuneração justa é parte fundamental da pauta. Quem estaria satisfeito em ter cursado ensino superior e nas atuais condições impostas pelo governo estadual de SP, receber menos do que qualquer outro servidor público com o mesmo grau de formação? A equiparação salarial é uma forma de respeitar os direitos trabalhistas do professorado.

Outra reivindicação é o fim do corte de verbas que as escolas sofreram no início do ano. Em janeiro, o governo estadual cortou 30% de uma das principais verbas que as escolas recebem para a manutenção geral dos prédios e compra de material de uso diário. Em algumas escolas falta até papel higiênico. Isso é um absurdo, uma vez que moramos no estado que arrecada o maior PIB do país. 
O governo alega que o corte geral nas verbas dá–se por conta da atual crise. O cômico desse argumento é que nesse mesmo ano de 2015, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) aumentou o seu próprio salário e de seus secretários, que já são salários equiparados com os dos outros parlamentares de outros estados, só pra lembrar. Outra justificativa que vem sendo repetida como um mantra na grande mídia,  é que nos últimos quatros anos foi feito um reajuste de 45% no salário dos professores, mas ninguém explica que esse valor diluído ao longo desses quatro anos não supera a inflação, ou seja, não adiantou nada, os professores ainda ganham menos do que deveriam ganhar. 

No entanto, como já foi dito, a greve não é apenas por causa do reajuste salarial e questões financeiras, é também por uma escola onde seja realmente possível estudar e trabalhar. As escolas da rede estadual de SP, sobretudo as escolas periféricas encontram-se abandonadas.
As degradações são muitas, o desestruturado sistema de ensino no qual os professores dessa rede são obrigados a trabalhar, apresenta inúmeras falhas que comprometem não apenas o aprendizado do estudante mas também a saúde física e emocional do professor. 

Hoje, temos em todo o estado muitos professores afastados por doenças decorrentes da pesada e desumana carga de trabalho, pois para complementar a renda, uma vez que o salário base é insuficiente, são obrigados a duplicar sua jornada trabalhando nas redes de ensino particular, ou até mesmo em outras áreas como: o comércio ambulante na venda cachorro quente, pipoca, artesanato, etc.

Dentre os argumentos furados, com que o governo paulista tenta justificar sua negligência, está o tal bônus que alguns professores receberam. O atual sistema de bonificação, que funciona na realidade como um sistema de produção de analfabetos funcionais, não atende as necessidades financeiras. e atinge a estrutura de ensino. Uma vez que em função de se cumprir as metas estabelecidas para o recebimento do tal “bônus”, as escolas precarizam as práticas de ensino e aprendizado, limitando –se a decoreba das famosas apostilas. Ora, decorar não é saber. Quem decora, esquece. Quem que aprende, sabe para a vida toda. Uma amostra dessa incoerência, é que as mesmas escolas que ganham tal bonificação, colocam todo ano no mercado de trabalho centenas de analfabetos funcionais. Ou seja, se tivessem aprendido de verdade, dentro de uma proposta pedagógica que visasse a construção do conhecimento, dificilmente teríamos que encarar esse dado nefasto. 

Eu poderia ficar aqui por páginas e páginas relatando os problemas e dificuldades que o professor, que se encoraja a trabalhar numa escola pública, enfrenta atualmente. Mas preciso citar outras coisas.
O fato indiscutível aqui é que motivos para entrar em greve não falta, senhor governador!!!
Os professores entraram em greve porque não tiveram outra alternativa. Afinal, como mostrar ao seu empregador que você não vai se sujeitar a trabalhar de forma quase que escrava? 

Desde o dia 13, mas de 30 mil professores estão longe das salas de aulas, levantando o movimento grevista em todo o estado, essa greve vem se tornando uma verdadeira queda de braço entre empregador e trabalhador. O governo por sua vez, vem tomando algumas medidas estapafúrdias na tentativa de enfraquecer e desmoralizar o nosso movimento. A começar, pelo silêncio da mídia que trabalha a seu favor. Desde o início da greve vários atos e protestos têm acontecido em todo o estado, mas a imprensa a mando de seu capataz, simplesmente finge que não está acontecendo. A imprensa golpista, simplesmente não fala da greve e quando fala é a favor do governo, repetindo o mantra do reajuste fictício dos 45%.  Todavia, através da internet com seus blogs de mídia alternativa e redes sociais, o movimento ganhou força e repercussão nacional. 

Na tentativa de tentar esconder a greve dos olhos da população, o governo estatual, tomou algumas medidas como: 
  • O lançamento de um cadastro emergencial para que qualquer estudante desde o primeiro ano, de qualquer curso universitário, possa atuar como professor eventual em nossas escolas. Dessa maneira, os estudantes não teriam motivos para faltar e fortalecer o movimento. Porém, o que poucos sabem, é que essas aulas não acontecem, simplesmente porque essas pessoas não têm preparo nenhum para lecionar. Pense bem no absurdo dessa medida, você faria uma cirurgia com um estudante do primeiro ano de medicina? Deixaria seu filho fazer? Então...
  • Como se não bastasse, as escolas receberam uma circular vinda das diretorias de ensino, onde o diretor é obrigado a colocar eventual em sala de aula, ou na falta de um ir ele mesmo dar aula. 
  • Alguns pais estavam se recusando a deixar seus filhos irem para escola apenas para matar o tempo, uma vez que essas aulas com eventuais não estão acontecendo de fato. A resposta veio na lata, as escolas receberem um documento da secretaria da educação dizendo que se não levasse seus filhos na escola, o conselho tutelar seria acionado. 
Além dessas ações de assédio moral, o nosso governador insiste em ignorar a greve dos professores, dando declarações na mídia de que a greve não existe ou que todo esse movimento é injustificado. 
Ora, se depois de tudo o que foi relatado aqui, alguém em sã consciência concordar com essa estupidez do governador Geraldo Alckmin (PSDB), receio que o futuro do nosso sistema de ensino não só está comprometido, como não existe. Morreu e nos esquecemos de enterrá-lo.



A pauta completa no cartaz da APEOESP:


01 março, 2015

[:] EDUCAR É CONTAGIANTE! Uma trajetória.

Querido visitante,


Este blog é destinado aos educadores que estão dispostos a exercer seu papel de agente transformador da sociedade, fazendo da educação e da arte importantes ferramentas na luta contra as desigualdades sociais. E também para os que acreditam que o ensino público pode e deve ser melhor.  A ideia principal é ter um ponto de encontro, uma ponte para o diálogo para a troca de ideias, compartilhamento informações e ações coletivas.

Muitas vezes nós que almejamos uma educação diferenciada, com qualidade e afetuosidade, nos vemos sozinhos em nossas unidades escolares. É difícil encontrar pares, dado ao grande número de colegas que já perderam seu foco ou entusiasmo e estão apenas aguardando por uma aposentadoria. Isso enfraquece os ânimos e desmotiva os que estão começando. Sendo assim, é importante o encontro com parceiros cujas ideias e ideais são semelhantes ou iguais ao nossos.  Para que possamos somar, crescer e fortalecer nossas bases e continuar na luta. A vida no magistério não é fácil, é uma vida de luta diária, do micro ao macro, lutamos por uma aula melhor, uma escola melhor, uma sociedade melhor. Logo teremos um país e um mundo melhor. Daí a extrema importância das parcerias, das trocas, dos diálogos e afagos. Sim, porque o afeto também é pedagógico. Triste do indivíduo que não conhece a magia e poder de cura de um abraço.

Desde meados de 2007/ 2008, quando ainda estava na faculdade, venho tentando fazer esse projeto acontecer. A ideia surgiu a partir da imensa insatisfação que eu sentia com aulas de prática de ensino, cuja proposta pedagógica contemplada no currículo acadêmico, está longe do que eu acredito como a educação necessária e transformadora. Ao conversar com outros colegas percebi que essa insatisfação não era somente minha, então surgiu a ideia do blog, que na época ainda era um espaço virtual novo que começava a pipocar na web. 

Foi difícil conseguir parceiros, eu confesso. Pois apesar das angústias coletivas cada um tem seus interesses e projetos pessoais.  Alguns colegas entraram para o projeto, e contribuíram muito.  Desde a publicação de posts a encontros com ideias e trocas riquíssimas. 

A vontade de atuar de forma transformadora em sala de aula triplicou quando participamos de um curso de formação em educação popular, oferecido pelo pessoal do DAMAC (Diretório Acadêmico Mackenzie), pessoa incríveis de falas inspiradoras como Júnior Pacheco (Instituto Paulo Freire) e Márcio Farias, conseguiram nos instrumentalizar e nos apontar caminhos absolutamente possíveis para o tipo de educação em que acreditamos. A última aula sobre projetos e sistematização foi incrível. Saímos de lá muito empolgados. 

Partimos para a tentativa de concretizar algumas ações, afinal desde o início o foco do projeto tem sido o diálogo com os educadores em formação que estão dispostos a lecionar em escola pública.  Depois desse curso ficou ainda mais claro que é preciso uma conscientização mais profunda dos estudantes de cursos de licenciatura, para que eles saiam da faculdade conscientes de seu papel de agente transformador da sociedade e principalmente preparados para enfrentar a educação pública com suas burocracias e o batalhão de descompromissados que esse setor acomoda e mantém nas escolas há anos.

Dentre as ações que conseguimos realizar, o piquenique “Na casa da tia, depois do corre cotia”, foi algo enriquecedor. A pauta do encontro foi: o afeto e o lúdico na construção de saberes.  Acreditamos que a construção do conhecimento pode se dar através desse caminho também. Crianças e jovens que sentem prazer em estar aprendendo, costumam aprender de verdade e com profundidade em seus processos de ensino e aprendizagem. Ou seja, aprendem mais e com qualidade. 

Apesar de toda a vontade de transformação de todo educador que somou com esse projeto, nem todos puderam continuar a caminhada. Cada qual com seus motivos pessoais, foram partindo e buscando outros caminhos. Obviamente a porta está sempre aberta, para o retorno e retomada das parcerias. Confesso que eu mesma, que comecei todo esse agito, em alguns momentos me vi cansada e desanimada, principalmente depois que terminei a faculdade e comecei a lecionar.  Porém, tenho uma vontade tão imensa de fazer da minha trajetória na educação um caminho de luta, que decidi retomar o projeto, mesmo que só por enquanto. 

Aproveito para deixar aqui o convite aos educadores que simpatizam das ideias colocadas e queiram de alguma forma contribuir, participar e dialogar. O Projeto Educar é Contagiante! é acima de tudo um movimento em constante transformação e que está na luta contra a má educação dos nossos jovens e crianças. Se você educador, compactua com tal ideal então cola aí.  Bora somar!


Um forte abraço.  Inté e axé!

Karina Guedes


Contato: kakhau@gmail.com; paulofreirar@gmail.com



27 fevereiro, 2015

[:] As Competências Socioemocionais e os desafios no cotidiano escolar.

Nós somos fruto de um eterno diálogo entre consciente e inconsciente, já dizia Carl Jung. Acredito ser impossível falar de emoção sem relacionar o pensamento Junguiano. O inconsciente nos permite absorver o mundo a nossa volta de maneira intensa e registramos tudo de forma muito significativa em nossa memória. E essa memória será o alicerce de nossa personalidade e base de desenvolvimento de nossas habilidades cognitivas e principalmente emocionais. Portanto, garantir que uma criança tenha espaço para se desenvolver emocionalmente é também tarefa da escola, sobretudo de uma escola que atende uma comunidade tão carente como a nossa, eis nosso grande desafio.

Em todas as turmas do 1° ao 5° ano com as quais trabalho, lecionando aulas de Língua Inglesa, em uma escola na periferia de Caraguatatuba -SP, é visível a necessidade de se trabalhar o lado emocional do educando. Em nossa comunidade observamos crianças muito carentes e com histórico de vida bem complicado. São muitos os filhos provindos de famílias desestruturadas, crianças que vivem em ambiente violento e consequentemente trazem essa violência e agressividade para sala de aula. Daí, o grande número de conflitos diários, onde demonstram sua grande dificuldade de lidar com suas próprias emoções e com as do colega. São conflitos que às vezes pode parecer , aos nossos olhos de adultos amadurecidos, conflitos tão pequenos e tão fúteis. Porém, para aquela criança que traz em sua pequena bagagem o peso de uma vida sem afeto, esses conflitos são a sua guerra e dessa maneira lutam por tudo, pelo lápis, pela borracha, pela cadeira, pelo apelido, por tudo que fere seu pequeno ego em desenvolvimento. Talvez a coragem e pré-disposição para esse enfrentamento gratuito, seja o fato de que o colega é quase da mesma idade, ou seja o seu “inimigo” dentro da escola não é um adulto mais forte, mas sim alguém que ele pode enfrentar com força igual.

Uma vez reconhecida essa necessidade ajudá-los a desenvolver seu lado emocional, visando não apenas o melhor aproveitamento dos estudos, mas também um amadurecimento sadio e convivência harmoniosa com os demais, nos deparamos com um dilema: como fazer isso? Como garantir que essas crianças tenham aqui esse espaço em meio a tantas outras obrigações que a escola tem que dar conta? Como cumprir o currículo, os conteúdos programáticos e ainda desenvolver atividades que estimulem o desenvolvimento emocional do nosso educando?

Difícil encontrar uma só resposta. Ao pensar nisso, várias dúvidas e questionamentos vêm a minha mente. Começando pela heterogeneidade de pensamento do corpo docente no qual estou inserida, será que todos concordarão com a ideia de que é também responsabilidade da escola desenvolver o lado emocional da criança? Ou muitos alegarão que essa seria uma responsabilidade exclusiva da família? Outro ponto para pensar, caso seja um objetivo do grupo trabalhar o desenvolvimento emocional dos nossos educandos, será que a escola está mesmo disposta a fazer toda e qualquer mudança necessária par atingirmos esse objetivo? E nós corpo docente, o quanto cada um está disposto a mudar sua estrutura de sala de aula e/ ou mudar sua prática educativa para atingirmos tal objetivo? Se houver essa disposição, será que a escola vai mesmo ter condições de proporcionar o apoio necessário que os docentes irão precisar?

Enquanto não encontro respostas para tais questões, faço algumas reflexões pensando em minha própria experiência. Pensando na concepção de memória Junguiana, acredito que tudo começa com o corpo e a disposição desse corpo para se relacionar. As crianças passam em média cinco horas dentro da sala de aula, sentadas. São poucos os momentos em que esses corpinhos são provocados a se movimentar, a mudar de lugar e consequentemente ter uma outra perspectiva do outro, da turma e da vida escolar. Algumas estratégias que envolvam movimento podem ser interessantes como:
  • Mudar a disposição das carteiras periodicamente seria um primeiro passo para provocar essa percepção diferente do espaço e da relação desse ser com o espaço. Consequentemente a relação com o colega, os professores e com a escola. Quando mudamos de lugar, mudamos nosso ponto de vista e também nossa perspectiva em relação ao mundo que nos cerca.
  • Mapear a sala e mudar esse mapeamento estrategicamente e periodicamente, também pode ser uma alternativa. Assim evitamos as “panelinhas” e provocamos o educando a se relacionar com outros colegas diferentes.
E outras que trabalhem diretamente com a formação de caráter. 
  • Criar projetos que desenvolvam valores como:  solidariedade, compaixão e também disciplina, mas não no sentido de obediência, mas sim no sentido de responsabilidade, respeito com o próximo, com o espaço e com o trabalho desenvolvido no qual o educando também faz parte e é protagonista. 
Enfim, precisamos garantir que a criança sinta satisfação em estar interagindo com o outro no espaço escolar. O desenvolvimento das relações interpessoais precisam ganhar importância, peso e espaço em nosso currículo. Ser alfabetizado é tão importante quando saber amar ao próximo e saber tolerar, respeitar e aprender com as diferenças. 


Karina Guedes 
Arte-educadora e professora de Língua Portuguesa/ Língua Inglesa e suas respectivas literaturas.

08 fevereiro, 2015

[:] NOVAS TECNOLOGIAS NA APRENDIZAGEM . CURSOS GRATUITOS

"A escola não deveria estar à parte do mundo real, que hoje é digitalizado."

Quando falamos em tecnologia pensamos automaticamente nas coisas do nosso tempo e nos atentamos ao que é digital, e nos esquecemos de que a tecnologia acompanha o ser humano desde sua existência. Sempre construímos tecnologia, desde um simples objeto de corte, a escrita, até naves espaciais. Tudo o que construímos para tornar a vida mais fácil, mais dinâmica e aproveitar melhor o tempo, acho que podemos chamar de tecnologia. No caso da educação, usamos as tecnologias ha muito tempo, papel, caneta, quadro, livros, tv, computador, etc.

Vivemos um tempo em que tudo muda muito rápido, é difícil acompanhar tantas mudanças.  Hoje temos a era da informação, o que seria isso? Bem, a meu ver informação é diferente de conhecimento. Não basta obter informação, é preciso saber o que se faz com ela. Como desenvolver um pensamento, um conhecimento a partir das informações, que hoje são inúmeras e de fácil acesso. Tal realidade leva o educador que tem em sua sala de aula um nativo digital, precisa buscar entender esse processo e buscar a melhor forma de orientar os educandos para essa nova era.  O letramento digital se faz tão necessário hoje, quanto a alfabetização. Cabe a cada educador, independente da área de atuação, encontrar meios de dialogar com as novas tecnologias. 

Segue o link de um curso on line que fiz e achei muito interessante para começar essa reflexão sobre o assunto. Mas deixo aqui uma ressalva, os que me acompanham há algum tempo já sabem o que vou dizer agora: Apoio o uso de novas tecnologias em sala de aula, mas somente para trabalho com crianças acima de  8 anos. Antes disso, não. Nesse ponto, concordo com o que nos diz sabiamente a Pedagogia Waldorf, crianças não devem ter contato com tecnologias durante a primeira infância, que seria do zero aos sete anos. Falo mais sobre isso em outro post. ;-)

Novas tecnologias na aprendizagem
http://www.apoioaoprofessor.com.br



Karina Guedes 
Arte-educadora e professora de Língua Portuguesa/ Língua Inglesa e suas respectivas literaturas